Os Piratas da Educação Corporativa

Hoje em dia, grandes organizações investem muito dinheiro na preservação de seus valores, nas condutas de ética e garantia que seus profissionais atuarão dentro de padrões morais, antigamente exigidos pela sociedade, mas recentemente forçados por regulamentações governamentais.

Isso hoje é amplamente difundido e pregado em áreas comercias e de estratégia. Fácil de entendermos, nessas áreas os montantes de dinheiro são extremamente relevantes. Mas e nas demais?

Quando uma empresa contrata um treinamento ou um programa de desenvolvimento, ou uma consultoria, nem sempre existe uma avaliação efetiva de que o objeto do contrato seja algo “politicamente correto”. O melhor exemplo seria compararmos isso à compra de um DVD pirata., com os mesmos problemas do hardware barato – informações errôneas, de baixa qualidade, com resultados desastrosos.

Ora, e se o aprendiz – pode ser um gerente ou um alto executivo, atribui a essa péssima qualidade do programa apresentado ao seu criador? Óbvio, que ele nem imagina estar sendo exposto a uma situação dessas.

Quando uma área de Recursos Humanos ou um Alto Executivo se submete a comprar um serviço genérico (não no sentido dos remédios, mas sim no sentido de não serem originais) estão sendo co-responsáveis por uma farsa e por má fé. O custo menor não justifica tal prática – mas a incompetência sim. Quantas e quantas pessoas lêem um livro ou apenas assistem uma vídeo conferência, ou apenas recebem um certificado, e imediatamente acham-se no direito de “deter” a propriedade intelectual de pessoas famosas, autores das obras, e passam a auto denominar-se como “especialistas”.
Dentro das organizações isso é muito evidente. Os genéricos dominam o mercado. Produtos “baseados e mal copiados” de programas originais de Harvard, MIT, Oxford ou quaisquer outras instituições de renome, são vendidos sem contestação. Assim como os falsos DVD’s são oferecidos em feiras, aos olhos fechados de uma justiça sem força.

Se você dirige uma corporação, ou é gestor de empresas, ou trabalha em Recursos Humanos deve se atentar a isso. Grandes nomes criaram seus nomes por esforço próprio e dedicação. Nenhum deles, por razões compreensíveis, permite que qualquer falso discípulo venda algo usando seus nomes.

Na próxima vez que for comprar qualquer produto, seja um DVD ou mesmo uma palestra gratuita, garanta que o direito de propriedade esteja garantida, senão você apenas estará comprando mais um DVD pirata. E será conivente com esse procedimento. Na próxima vez que receber um programa de treinamento ou desenvolvimento que envolva outros nomes, sejam eles autores ou instituições, verifique se a procedência é pertinente.

Apenas para citar grandes nomes na área do desenvolvimento de lideranças: Peter Drucker, Peter Senge, Stephen Covey, William Timothy Gallwey, Sir John Whitmore, entre muitos outros – todos fantásticos, mas muita vezes representados por fantasmas que nem sempre entendem e entregam a mesma filosofia de seus supostos mestres, que, quase sempre, jamais imaginam estarem sendo usados como argumento mero de venda.

Portanto vai aqui um aviso. Original ou genérico? Na próxima vez de investir em algo em sua organização, pense nisso muito bem!

Source: Exame Blog