O Líder Positivo e as Próximas Crises

Quando os números começam a indicar sinais de mau tempo, quando as vendas despencam, ou a inadimplência chega, existem dois comportamentos esperados dos executivos e líderes. O primeiro deles. e mais comum, é o desespero de cortar gastos e investimentos, enxugar a qualquer custo, apagar rapidamente o incêndio. Muitas organizações vivem como ondas, apenas esperando que a maré um dia deixe de ser baixa. O segundo tipo de comportamento é o que chamamos de positivo. Esse comportamento é muito diferente pois ele encara a situação com natureza.

O mercado vive e sempre viverá em ondas, ora estamos em momentos de alta ora em baixa. Nos dois momentos o positivo pensa e faz sua equipe refletir sobre os próximos momentos que virão, sejam eles bons ou desafiadores. Ele não pode ser confundido com um fechar de olhos para os problemas e as crises, ao contrário o pensamento positivo no sentido prático da gestão não é aquele que sonha com um mundo colorido e sem dificuldades – o positivo é aquele que trabalha todos os dias com ações e reflexões, ele sonha com o sucesso mas também imagina situações difíceis e quais oportunidades podem surgir nesse momento. É muito mais difícil ser um gestor positivo do que meramente um especialista em apagar incêndios.

Consultores, gestores de RH e coaches em geral preocupam-se com os déficits de seus clientes e como melhora-los rapidamente. Não que isto esteja errado, mas quando focamos para os talentos das pessoas estamos dando oportunidade de um desenvolvimento mais efetivo. O positivo vem desse tipo de atitude. O líder positivo faz perguntas difíceis. Ele não precisa estar sempre de bom humor e contar piadas, ele é pragmático, busca com que as pessoas ao seu redor achem respostas ao invés de sempre ensinar os demais como fazer (do seu jeito…), ele é mais aberto e está em constante mudança. Talvez ele relute em tomar uma decisão simples como demitir ou cortar um projeto já começado, ele deve ir muito mais além, pois uma resposta óbvia pode não ser a melhor resposta e pode custar caro à organização.
E você: é um especialista em apagar incêndios ou um gestor positivo?

Source: Exame Blog